Não exagere nos estímulos
Por Débora Mamber
Seu filho não fica parado? Se você está lendo um livro, ele logo quer desenhar e, dez minutos depois, decide brincar com a bola? Nada mais natural. “A atenção está relacionada com a região do córtex frontal, que só se desenvolve entre o terceiro e o sexto ano de vida”, revela a neuropediatra Vanda Gimenes Gonçalves, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Algumas crianças, por exemplo, ficam mais tempo entretidas com brincadeiras, enquanto outras têm mais necessidade de trocar de atividade várias vezes ao dia. Para que a dispersão não se transforme num problema mais tarde, é bom que elas cresçam num ambiente tranqüilo, sem excesso de estímulos simultâneos, e que tenham uma rotina definida, com horários para dormir, brincar e comer. Se estiverem concentradas em alguma tarefa, resista à tentação de interrompê-las. “Quanto menos organizado for o ambiente, maior a chance de a criança se dispersar”, diz o neuropediatra Luis Celso Vilanova, da Universidade Federal de São Paulo.
Dispersão na aula Quando a criança começa a ir para a escola, a necessidade de atenção passa a ser mais importante, já que ela precisa ficar várias horas alerta ao que diz o professor. Só a partir dessa fase é que alguns problemas poderão ser detectados, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Nesse caso específico, o diagnóstico é mais seguro após os 7 ou 8 anos.
