Um mundo de faz-de-conta
Por Patrícia Rodrigues
Enquanto os adultos se divertem com coisas concretas e objetivas, os pequenos preferem dar vida a objetos inanimados, transformando um lápis em um foguete, uma caixa de papelão em uma casinha e um lençol em uma cabana.
Esse mundo de fantasia também engloba personagens lendários, bruxas, monstros e super-heróis. Acreditar em seres fantásticos faz parte do desenvolvimento infantil e os pais devem encarar essa fase com naturalidade.
O universo mágico também é importante para despertar o intelecto da criança e, quanto mais rico esse faz-de-conta, maior o estímulo à criatividade.
Quem é quem na fantasia infantil
Os seres mágicos costumam atrair a atenção de meninos e meninas por volta dos 2 anos. Alguns deles têm vida curta e começam a ser esquecidos a partir dos seis ou sete anos.
Papai Noel e Coelhinho da Páscoa: costumam trazer presentes e são simpáticos, por isso a criança se sente importante ao ser recompensada por esses personagens. Os adultos não devem quebrar o encanto produzido pela dupla, que acaba naturalmente com o tempo.
Monstros: assim como as bruxas e o Lobo Mau, eles podem causar certa aflição na meninada. Mas não há motivo para os pais se preocuparem. Os vilões sempre acabam derrotados no final da história, o que faz a garotada se sentir poderosa.
Super-heróis: ao adotar um deles como referência, o pequeno encontra uma saída para lidar com a própria impotência diante dos adultos e adquire alguma segurança para realizar suas façanhas.
