Quinze dias depois...
Mais ou menos duas semanas após o parto, você vai observar uma mudança na quantidade e no aspecto do seu leite. Ele vai ficar mais abundante e a cor mais branca. É o
leite em transição. Chama-se assim porque depois do
colostro e da apojadura, que marca um período de mudanças e de grande efervescência hormonal no corpo da mulher, a produção do leite materno começa a se estabilizar. Na terceira semana, entra em cena o leite maduro. Sua composição muda e, dali em diante, ele apresenta todos os nutrientes necessários para o crescimento da criança.
Nessa fase, você também vai perceber outra transformação em sua mamas: elas estarão menos cheias. Em conseqüência, as dores e a queimação sintomas que, até aqui, tanto incomodavam algumas mulheres também vão embora. Isso ocorre devido à redução do nível dos hormônios progesterona e estrogênio que estavam circulando no seu corpo. A partir daí, é a sucção do bebê que vai manter em alta as taxas de prolactina e
ocitocina, os hormônios responsáveis pela produção e ejeção do leite", explica a pediatra Dolores Fernandez, diretora do Instituto Perinatal da Bahia (Iperba). Ou seja, para a fábrica de leite materno funcionar a todo vapor, o bebê precisa continuar a mamar. Enquanto isso estiver acontecendo, a mãe poderá nutrir seu filho pelo tempo que ambos desejarem. A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança receba o leite materno até os dois anos de idade.