Andréa é a supermãe de Mayara, Danilo e Bruno. A dona de casa encontra fôlego extra para dar conta dessa turminha e ainda pensa em ter mais um filho
Andréa Leal, 33 anos, é dona de casa em São Paulo
Estava grávida de seis meses e com 21 anos quando me casei com Marcos. Foi em 1996. Mayara nasceu em novembro do mesmo ano. Não fazia idéia do que era ser mãe. Além de ser muito jovem, eu mal sabia trocar fraldas.
Minha menininha passou a ser o centro das atenções. Seu reinado absoluto durou cerca de quatro anos. Por essa época, fiquei um tempo sem tomar anticoncepcional. Pouco depois, descobri que estava grávida novamente, mas dessa vez de um menino. Danilo (nome escolhido pela irmã) nasceu no oitavo mês — um bebê bem apressado.
Aquela correria toda se repetiu: mamadeiras, fraldas, noites maldormidas e o bendito medo de não suprir as necessidades de ambos. Eu me desdobrava em dez, e tudo acabava dando certo. Três anos depois, um atraso na tabelinha me deu a certeza de que seria mãe pela terceira vez. Bruno estava a caminho...
Mal podia acreditar. Começar tudo de novo. Minhas atividades em casa foram multiplicadas por três. Tinha receio de não conseguir atender ao choro de um, à manha do outro e às vontades da mais velha.
Foi difícil — e ainda é — lidar com o ciúme de cada um, já que, por terem idades diferentes, tenho que fazer o máximo para dar atenção na medida certa, sem exagerar nos cuidados ou deixar um deles de lado.
Cada um dos meus filhos se encontra em uma fase. Mayara, com seus 11 anos, quase uma adolescente, é muito mandona e, vira e mexe, briga com os menores. Danilo, 7, e Bruno, 4, estão no momento do “quem é o mais forte”.
A bagunça em casa é tanta que muitas vezes me deixa de cabelos em pé, mas não consigo imaginar minha vida sem os pequenos e os brinquedos espalhados pelo chão. Ainda penso em ter mais um filho daqui a três ou quatro anos, de preferência uma menina. A sensação de ser mãe é única e não quero perder a chance de poder cuidar, dar atenção, mimar, enfim desfrutar dessa deliciosa jornada mais uma vez.
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