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Meu bebê

Alegria em dobro

Maísa achava que jamais poderia engravidar. Mas, para sua felicidade, a chegada de Ana Elisa e Rebeca provou o contrário

Maísa Cristina Mazalli Lopes, 26 anos, é dona de casa em Sertanópolis, no interior do Paraná.

Ser mãe era um sonho que eu acalentava desde menina. Porém, aos 12 anos, os médicos descobriram que eu tinha ovários policísticos e não ovulava. Para piorar, disseram que eu jamais poderia engravidar. Quiseram até tirar meu útero para que não sofresse com grandes hemorragias, mas minha mãe impediu porque eu era menor de idade. Comecei, então, a fazer diversos tratamentos.

Aos 18 anos, me casei com Márcio e, mesmo depois de anos tomando remédios, não tive melhoras. Fiquei muito triste e perdi a esperança de ter filhos. Até que um dia comecei a sentir um mal-estar em casa. Achei que era dor de estômago.

No hospital, fui submetida a um ultra-som. O médico viu uma bolsa no meu útero, mas não localizou nenhum feto. Ele pediu para eu evitar qualquer medicação e esperar pelo menos um mês até meu corpo expelir a bolsa. Na segunda ultra-sonografia, o ginecologista constatou a presença de outra bolsa. Mas, dessa vez, ele fez questão de deixar claro que eu estava grávida – de gêmeos!

Foi um choque. Não conseguia entender nem assimilar o que estava acontecendo. Também não estava preparada para ter duas crianças de uma tacada só – depois de uma semana é que percebi que realmente eu iria ser mamãe. Aos quatro meses de gestação, soube que estava esperando duas garotas. Fiquei muito feliz porque sempre quis ter uma menina.

Tive uma gravidez maravilhosa até o oitavo mês, quando precisei fazer uma cesárea devido ao aumento da minha pressão. Mas Ana Elisa e Rebeca nasceram supersaudáveis e hoje já estão com 1 ano e 5 meses.




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