Os pais só se deram conta de que esperavam um garotão na véspera do parto. E nem tinham pensado em um nome de menino.
Débora Inoue, 23 anos é pedagoga em São Paulo.
Nunca pensei em gravidez ao longo do meu namoro com Rodrigo. Eu tinha 20 anos, e a notícia veio como uma bomba. Morria de medo de como minha vida seria após ter um filho. Não podia imaginar as noites maldormidas, a troca de fraldas a cada meia hora e o corre-corre para o médico por causa de um resfriado, entre as mil e uma novidades que ainda estariam por vir. E havia um detalhe: não conseguíamos saber pelo ultra-som o sexo da criança.
No fundo, eu e o Rodrigo imaginávamos que seria uma menina, e ela já tinha até nome: Sophia. Mas o tempo passava e a dúvida persistia. Resultado: o quarto do bebê ficou totalmente branco. O armário guardava roupinhas de tons de amarelo, verde, bege... Tudo neutro. Não arriscamos um rosa nem um azul. Mas era a Sophia e ponto. Será que era mesmo? Que nada! Eu estava com oito meses e meio de gestação quando meu bebê resolveu parar com a brincadeira de esconde-esconde e se revelar um garotão. Um garotão sem nome.
Ele não demorou para vir ao mundo. Nasceu no dia 8 de setembro de 2006 – forte, bonito, com 4 kg e 53 cm. A mesma data em que, horas antes do parto, ficamos discutindo qual seria seu nome. E assim, na última hora, veio a inspiração: Raphael. Hoje, este rapazinho risonho que você está vendo. Estamos curtindo a fase de suas primeiras palavras e do andar cambaleante. Pequenino, ele é meu grande professor. Para o começo de conversa, me ensinou que não sou, nem de longe, tão medrosa.
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