A designer carioca Apoena Horta curtiu a despedida de solteira sem nem desconfiar que Tomaz estava a caminho.
Apoena Horta, 33 anos, é designer no Rio de Janeiro
Depois de oito anos de namoro, André e eu resolvemos nos casar. Marcamos a cerimônia para 2 de junho e, poucos dias antes, fiquei encucada: minha menstruação estava atrasada. Uma colega de trabalho começou a brincar, dizendo que eu estava grávida. Impossível, pensei. Mas fui com ela até a farmácia comprar um desses testes rápidos. Deu positivo. Para ter certeza, recorri ao exame de sangue. Positivo de novo. E eu, um tanto surpresa, mal assimilando os parabéns dos poucos amigos que souberam da notícia, só me lembrava das quatro caipirinhas que tinha tomado na despedida de solteira. Claro, porque eu nem sequer desconfiava...
Decidi não contar para ninguém da família - afinal, eu estava prestes a me casar! No grande dia, tudo correu superbem. Dancei e curti todos os momentos da festa. No domingo seguinte, reuni os parentes e contei a novidade. Claro que todo mundo adorou. Então, parti para a lua-de-mel na Europa. E confesso: a ficha ainda não tinha caído. Foi cair bem no Palácio Real de Madri, na Espanha, quando bateu um enjôo horroroso. Tinha medo de estragar todos os tapetes vermelhos do lugar, se é que me entendem. Sim, eu estava grávida!
Não posso reclamar. O restante da gestação foi tranqüila, só com algumas dores nas costas, contornadas com RPG, hidroginástica, fisioterapia e acupuntura. Na reta final, apesar de eu sonhar com um parto normal, terminei passando pela cesárea. Meu marido ficou ao meu lado e, quando me dei conta, Tomaz, meu filho, estava mamando. É bem verdade que, de cara, fui batizada: dá para acreditar que o menino fez xixi ao me ver? Foi lindo. Ele está com 3 meses e volto a trabalhar daqui a pouco. Enquanto isso não acontece, passo as 24 horas paparicando o meu bebê.
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