A palavra férias significa “descanso, repouso”. As férias, portanto, devem ser uma mudança no ritmo do cotidiano e, por isso, são tão especiais. Todos nós precisamos delas. As crianças também. O ideal seria que a família pudesse usufruir desse período junta, quem sabe saindo para viajar, mas sabemos que nem sempre é possível. O que fazer então? Como aproveitar esse tempo diferente e preencher o espaço das atividades regulares?
É claro que ajuda a companhia dos avós, dos primos, dos amiguinhos... E que passeios são bem-vindos – teatros, cinemas parques. Há sempre algum lugar bonito pra conhecer. Porém entenda o que é o principal: embora organizar seja preciso, a primeira regra é relaxar com os horários e permitir que até a preguiça se aconchegue.
Tudo pode e deve ficar diferente, ser uma pausa na rotina. Dentro de casa talvez, mas com imaginação. Os móveis podem mudar de lugar em divertidas brincadeiras. Vale improvisar uma festa do pijama: todos da casa com roupas de dormir, jantando pipoca e ouvindo música, por que não? Ou assistir a uma sessão especial de cinema – aquela que mostra o nascimento ou o seu filho bem pequenino (crianças adoram passear pela própria história!). Em outra ocasião, invente um piquenique na varanda ou no meio da sala.
À noite, se o seu filho for mais crescidinho, o quarto pode virar uma cabana feita só de lençóis. Ah, pode ter o dia do barbeiro, da cabeleireira, de encenar uma peça para a família, da cantoria ou apenas do sossego. A ordem é que sejam dias que fujam do normal. Afinal, são férias e não importa onde aconteçam. Elas existem para que as crianças se divirtam. Em casa ou não, que as férias do seu filho sejam uma folguinha gostosa e bem diferente.
* Luciana Bertolucci Belliboni é pedagoga de São Paulo.
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