Da segurança à localização, veja onde matricular seu filho.
Muitos pais e mães não contam com o apoio de uma babá. Sem falar naqueles que não podem recorrer ao auxílio de uma familiar para cuidar da criança durante o horário de trabalho. Daí, a saída geralmente é optar pelo berçário ou pela escolinha. Ali a garotada recebe os estímulos adequados para sua faixa etária, além de conviver com colegas da mesma idade. No entanto, a escolha do local mais adequado não é fácil: requer paciência, muita pesquisa e visitas.
Antes de mais nada, não existe escola perfeita. Portanto, o aconselhável é optar por uma instituição que atenda às necessidades da família. A primeira dica é procurar uma escola que fique próxima de casa. Assim, evita-se que a criançada passe muito tempo dentro de um carro ou van. Outro conselho é checar a linha filosófica do estabelecimento – de que adianta matricular o filho numa escola do tipo Waldorf se os pais não adotam um modo de vida mais natural?
Outro ponto que merece atenção é a segurança. A escola não pode ter escadas – se as tiver, elas precisam permanecer fechadas com portões. Redes devem proteger as janelas. No caso de berçários, cheque se os móveis possuem cantos arredondados e se os brinquedos são adequados a cada uma das faixas etárias atendidas. Em ambos os casos, o recomendado é que haja um esquema de segurança para garantir a recepção e a entrega das crianças exclusivamente aos pais ou a alguém autorizado por eles.
Os profissionais que lidarão com a criança devem ser capacitados para dar o estímulo correto de acordo com cada idade e ainda prestar os primeiros socorros. Além disso, segundo a Associação Brasileira de Educação Infantil, é indispensável que eles contem com uma equipe de apoio com pediatras, nutricionistas e psicólogos.
Pronto! Escolha devidamente feita, é hora de avaliar se seu filho está gostando da escola. Um bom indicativo é a disposição que ele demonstra em freqüentá-la. Mas atenção: esse não pode ser o único fator a pesar na balança. Se ele vai com um sorriso estampado no rosto e é bem acolhido, as chances de seu aprendizado evoluir serão maiores. E não esqueça: mesmo passando boa parte do dia na creche, a responsabilidade pela educação e pelo desenvolvimento dos pequenos é basicamente dos pais. “Eles precisam reaprender a brincar com seus filhos”, afirma a psicopedagoga Celina Pires do Rio, de Belo Horizonte.
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