A volta ao trabalho
Por Vanessa Bueno
O ideal é retornar de forma gradual às atividades profissionais. Assim, você vai se acostumando com a idéia de deixar o bebê sob os cuidados de outra pessoa. A dica é da psicóloga infantil Juliana Potter, do Hospital da Criança Santo Antônio, que integra a Santa Casa de Porto Alegre. “As profissionais precisam ter em mente que o recém-nascido irá reagir a esse afastamento”, explica Juliana. Segundo ela, é normal que os bebês apresentem dificuldade de sono e alimentação nos primeiros dias longe da mãe. “Mas, em pouco tempo, ele começa a se habituar à nova rotina”, diz a psicóloga.
É comum as mães se culparem e acharem que estão abandonando a criança quando voltam ao trabalho. Nessa hora, segundo Juliana Potter, a mulher deve se lembrar de que o mais importante não é a quantidade, mas a qualidade do tempo que ela passa com o pequeno. “Uma mãe que fica em casa com os filhos, sentindo-se culpada por ter abandonado sua vida profissional e até pessoal, certamente não estará disponível para dar à criança o afeto de que ela necessita”, argumenta a psicóloga.
Na hora de decidir onde e com quem deixar o bebê, surge um novo impasse. Em casa com um familiar, com uma babá ou na creche? A especialista diz que não há regras. “O mais correto é escolher a alternativa que se encaixe melhor no dia-a-dia da família”, aconselha. Os pais devem visitar as escolinhas, entrevistar profissionais e conversar com quem vai cuidar da criança até chegar à escolha que garanta o bem-estar de todos. Só assim a mãe vai conseguir se dedicar ao trabalho sem preocupações.
Embora pouco freqüente, a situação inversa também pode ocorrer. Ou seja, algumas vezes as mães podem ficar ansiosas para retornar ao batente. Nesse caso, a dica da psicóloga é prestar atenção para não deixar totalmente de lado os cuidados com o bebê. “Mãe e filho precisam de tempo para se acostumar um com o outro e com a nova situação”, comenta.
